Devo admitir caro amigo, que minhas palavras não passam de expressão e a ti confesso que estava em uma fase em que desacreditei em minhas inúteis e inexperientes escritas deixando-as de lado. Já na crença de que não poderia continuar mandei minhas idéias pro espaço, mas como tudo, ou quase tudo, o que jogamos para cima cai em nossas cabeças, tais idéias voltaram e, espatifadas no branco do papel, continuam a seu dispor. Não é que acordei hoje com inspiração, esta sempre esteve no meu lado, porém, ocupada em outros passatempos, nem que escrever aqui é só pra acabar com meu tédio, mas o que me trouxe a este renascimento blogueiro foi uma atitude totalmente espontânea e, de certa forma, involuntário. Estava eu, num belo dia ensolarado, hoje, andando pelos corredores do colégio onde estou matriculado esperando a boa e prazerosa hora de acabar a aula quando vi em uma parede, duas, aliás, muitos papéis amarelados gritando por minha atenção. Como o tédio era presente resolvi ver em detalhes. Ao me aproximar estava cara a cara com paródias de uma música popular, nem tão popular, brasileira, feitas por alunos de quinta série. De início futilizei tais trabalhos, feitos com tanto carinho pelos seus feitores, mas a vontade de rir ao lê-los levou meus olhos pelas letras. Por todo aquele instante meu corpo ficava paralisado. Era tamanho o susto que esbugalhava meus olhos que me sentia morto e enterrado a sete palmos. Sentia meus pés tremendo e o peso de meu corpo era tão grande que meus braços chamavam por apoio. O que eu vi, nem sei definir, mas aquelas palavras contendo tanto amor espancaram minha mente. Os hematomas no pensamento me dizem, cada vez que latejam, o que realmente sou, o que sempre tentei esconder. Um escritor de segunda sem direito a réplica, gritos, risos ou sentidos. A vida me reserva apenas a busca eterna pela satisfação do leitor e um simples obrigado a meus ressucitadores no final da frase.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário