Vou viajar, andar por aí. Não perguntem por mim, pra onde eu vou. Simplesmente estou buscando estrelas pra uma garota. Da chuva, cada gota vou juntar e guardar no fundo dos seus olhos. Neste mundo, será nosso tudo o que ela desejar. E o que eu não encontrar, não lamento, nem desisto, crio, faço existir. Dou um jeito, quero apenas ver feliz, seu sorriso estampado, num rosto todo avermelhado, da reação que irá causar, os meus atos de conquista, que por fim, um beijo de filme, dela em mim, inicia a nova vida. Meu coração, em cada batida, leva seu nome ao meu pensar, e nestes sete dias de viagem, quero te ver quando voltar. Quando nem eu mesmo ver meus passos, a saudade cobrirá o Sol. E quando eu ver-te novamente, voltando aos meus trapos, a alegria será meu bem maior. Um café, e uma surpresa, pra te lembrar, que eu não esqueci sua beleza, mesmo vendo tantas outras. Posso não ser todo o seu ar, mas quero tê-lo. Deixar-te só em suspiros, pois seu cheiro é o que eu respiro. Venho aqui, em palavras breves, só dizer que, mesmo longe, levarei sua lembrança. Voltarei com esperança de que sua agonia de saber o que eu pretendo te dizer em meu retorno, seja satisfeita. E se não for, burro fui eu, incompetente, mas se de Romeu não tenho nada, pelo menos deixe com que eu faça de seu sorriso algo concreto. Caso contrário, meu coração será vazio, secreto, incerto, deserto e deserto e deserto...
E nas palavras de Cartola: "Eu e meu violão vamos rogando em vão o teu regresso. Se soubesses como choro e como peço pra que o nosso fracasso se transforme em progresso. Apesar de todo erro espero ainda que a festa do adeus seja a festa da vinda."
