O som chega aos meus ouvidos, sem dor nem dó, em Fá, em Dó, em Sol e Lua que ilumina meu olhar, belo brilho do luar. Eu sentado a pensar no que fazer depois daqui, longe de tudo, longe de mim. Meu dia não é bom, sinto cheiro de ressaca e a mistura de aromas, resultado da noitada. Dia longo, noite em claro, sem luz pra me encontrar, sigo em verso proseado. Gostaria de explicar, mas não há tempo pra conversa, devo parar, mas não agora. A dor em minha cabeça, latejando em palavras frias, do show que eu iria, show dos sonhos de minha vida. Deitado pra acalmar, viajo em longas auto-estradas que minha mente construiu, o sol quente queimando o asfalto frio. Olhos cansados, avermelhados, vêem o passado de forma clara, eu fiz besteira e vim pra casa pra lamentar o tempo perdido. Poderia ter perdido de outro jeito, mas não sei ser perdedor e agora calo, e aceito, neste meu peito a grande dor. Ver todos estes sorrisos de quem realiza um sonho e eu pra baixo sintetizo minha alegria pra mais depois, ao te encontrar, e perguntar das nossas fotos, meu amor. E como fica a nossa história, que aos poucos construímos? Te conheci, foi meu oásis, minha glória, e ao te ver, não posso ir. E amanhã é um grande dia, completo mais um ano em minha vida, mas nada disso me faz esquecer que poderia ter você. Massacrando minha mente ligo o rádio e a TV, assim te ouço, te vejo, mas não ligue, tudo bem. Teremos outra oportunidade, assim espero, enquanto isso continuo pensando em ti com meus CD’s, viajando em suas notas, desejando completar mais este ano ao teu lado lembrando com os discos guardados nossa história, mas não dá.
domingo, 10 de maio de 2009
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Um comentário:
Hmmm... do que será que vc está falando? ;P
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