sábado, 2 de agosto de 2008

Aquilo Que Quero Ser.

Desde que soube o que era uma profissão passaram por minha cabeça milhões de possibilidades que poderiam vir a ser minha ocupação. Desisti de praticamente todas por motivos um tanto quanto superficiais, talvez fúteis, como não querer estudar por tanto tempo ou não querer trabalhar dentro do protocolo. Eu odeio protocolos. Abrirei minha campanha, algum dia, de quebra de protocolo. Não entendo o porquê de um advogado, por exemplo, ter que exercer sua função na forma apresentável, no terno e na gravata e naquele sapato caríssimo. Quebra de protocolo, porque não somos nossa aparência, mas sim o que pensamos e o que fazemos. Existem protocolos que são regras claro, tudo têm sua excessão, nunca lembro como escreve isso, como, por exemplo, um médico. O vestuário de um médico é a roupa branca, mas claro, questão de higiene, vai além de protocolo. Portanto não me importo agora com o dinheiro que vou ganhar, tendo o necessário para me sustentar e poder pegar um cinema com minha garota nos finais de semana está perfeito. Não me importo com reconhecimento, óbvio que dentro do meu local de trabalho quero que reconheçam meu serviço, mas que o reconheçam pelo seu bom resultado que foi resultado do meu empenho, da minha atitude, mas essa busca pelo sucesso que as pessoas dão tanto valor é tão inútil. Não julgo que o sucesso não seja bom, mas ele é uma conseqüência do seu fazer bem feito. Faça o que você gosta e goste do que você faça, faça tal bem, do seu jeito, se empenhe e se as pessoas gostarem a fama vem ao seu encontro. Assim quero estar na minha área. Tenho diversas áreas, posso fazer uma lista, mas apenas uma delas gosta de mim tanto quanto eu gosto dela. Quero ser o domador das palavras e relator da verdade, o resto é passatempo. Quero, a partir da minha escrita, do meu afeto com a literatura ajudar a quem precisa, mostrar os problemas ocultos e brigar para que eles sejam resolvidos. Muitos dizem aqueles termos clichês do tipo falar e não fazer, mas minha atitude está nas palavras. Claro que não me resumo apenas a elas, mas o poder que elas carregam e me permitem usar é imenso e pode mudar qualquer coisa. É simplesmente egoísmo viver esta vida passageira, a minha fica em livros, dando valor ao egocentrismo. É simplesmente egoísmo viver sem fazer viver.

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