quarta-feira, 22 de julho de 2009

(Quebra De Protocolo)

Quebra de protocolo, PS antes do texto.

PS: Queiram me desculpar, meus tão preciosos leitores, mas antes das publicações já prontas em minha cabeça, as quais disse texto passado, preciso contar do meu dia. Será um desabafo deste dia desgraçado que passei. Meu sangue ferve...

PS²: Fico grato, querida Tamy, pelo comentário no texto anterior.

No meu querido sono, leve, entre os sonhos bizarros que eu tinha, uma música insuportável fazia trilha sonora. A cada segundo, se aproximava, até que, ao abrir os olhos, desliguei o despertador. Agora tenho a dúvida de o toque de meu celular, que me chamava do sétimo sono, ser o despertador programado ou Murphy, me ligando, pra passar mais um dia ao meu lado. O celular me acordou trinta minutos atrasados do horário costumeiro e eu já estava fora dos horários para o serviço. Quando encostei meu pé direito no chão do quarto, sentindo o carpete frio, ouvi o último trem passar, manhã perdida, meu dia começava a escurecer. O sol nasceu e o céu ficou cinza. A água ameaçava cair, mas, pelas tantas vezes que minha amada cidade me enganou somadas à minha repelia por guarda-chuvas, saí sem nada em mãos. Até aí as coisas estavam normais, nada fora do cotidiano. Banho tomado, mp3 ligado, cartão do transporte na mão. Dentro do coletivo, olhares estranhos me seguiam, me senti ofendido, humilhado. Encarava ao fundo dos olhares cretinos daqueles pobres desconhecidos, perguntando o que havia em mim. De resposta recebia desprezo. Cheguei ao centro. Correndo pelas calçadas rumo ao restaurante, tinha horário pra chegar. Drogas de horários. Após escapar de três atropelamentos, chego ao restaurante no mesmo momento em que a porta fecha pela metade. Ainda consigo entrar. Almoço tranqüilo. Vou ao banco. A porta detectora de metais trava quatro vezes e a garrafa de café da agência está vazia. A fila gigantesca me atrasa novamente para o serviço. Novamente correndo, sou abordado para o assalto mais cômico, educado e fracassado que já vi. Abordagens como “eu sei que eu tô te atrapalhando, mas tem um brother meu naquela esquina e é melhor você passar tudo” requerem respostas como “só posso te dar cinqüenta centavos, você não vai nem ver a cor do meu celular ou mp3 e eu tô atrasado pro serviço, com licença...” e despedidas como “ah cara, valeu então, foi mal aí”. O mundo não é mais o mesmo. Ladrões inexperientes sobrevivem com 50 centavos? Bem, meus caros, desculpem a informalidade e a falta de detalhes, a não revisão das palavras e a explosão de raiva, mas tudo terminou com o céu caindo sobre minha cabeça no final da tarde, molhando meus tão queridos livros e me proibindo de assistir a uma aula em que minha ausência era impensável. Vou dormir.


"Todos tentam escapar, mas é inútil viver. Tudo vai se aniquilar e a humanidade perecer. Com um grito de terror, não saberão pra onde ir." - Apocalipse/Os Mutantes

2 comentários:

Vivian disse...

Ironicamente (ou nao), dias assim sempre acabam com chuva.

Unknown disse...

O mais engraçado em te ver mudar, é acompanhar essa mudança, e mesmo com tudo isso vc ainda continuar sendo a mesma pessoa. Obrigada por ser assim!