segunda-feira, 21 de julho de 2008

Aqueles Que Odeio.

Deus salve as férias, mas a monotonia é coisa do capeta. Já esgotei todos os meus hobbies e diversões. Já destruí minhas apostilas, meus cadernos, minhas idéias. Já devorei todas aquelas vacas mortas da geladeira. Meus dias não têm sido dos melhores e o de hoje até foi mais curto, aliás, muito mais curto e por conseqüência, aquela noite sem fim. Se alguém leu meu último dia entenderá a dificuldade pra dormir e o medo de acordar. Não vejo a hora de tudo voltar ao normal, acordar pra ir pra escola e chegar atrasado, ver as mesmas pessoas e fazer as mesmas piadas sem graça. Ver como anda o mundo aí fora. Ver aquelas pessoas loucas que colocam seus horários acima de suas próprias vidas. Horários, odeio eles. Quando preciso das horas acabo as perdendo, e quando não necessito delas elas não passam. Incrível, elas não devem gostar de mim. Sempre que alguém resolve marcar aquele encontro, compromisso, marcam um horário. Aí começa o desespero. Chega o dia e acordo, tomo um banho, roubo alguma coisa da cozinha e, sempre, quando saio para pegar minha condução a vejo passar por mim e levar consigo minha pontualidade. Meus motoristas não costumam passar no horário, e quanto mais cedo eu passo, mais eles pisam em seus aceleradores. Então me obrigo a esperar o próximo e aí começa o outro desespero. Chuto pedras, ouço música, sento, levanto, deito, rolo, chuto pedras, canto, danço, chuto pedras. O horário não passa. Maldito horário. Deve estar tomando um café com o motorista. Hum. Pensando bem, talvez seja uma conspiração deles. Conduções fora de horário, horários fora do tempo. Vou investigar. Contra os horários eu tenho as palavras: estou aqui escrevendo em plena uma hora da madrugada. Uma hora da madrugada?! Me perdi no tempo. Me perdi no horário. Horários, odeio eles. Quem os criou deve morrer. Já morreu? Mereceu!

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