É engraçado ficar aqui dentro e ver as pessoas apressadas, preocupadas, estressadas com o mundo. Tudo bem. Não sejamos hipócritas. Não estaria sentado escrevendo aqui, gastando meu tempo inútil, se não estivesse estressado, indignado com alguma coisa. Pois bem, minha indignação é com tudo, inclusive comigo mesmo. Nem preciso explicar, não tenho paciência pra tanto, mas só escrevo pra dizer que hoje decidi morrer. Também, não quero morrer com um tiro na cabeça, tomando veneno, pulando de um prédio ou desses jeitos clichês. Estou cansado desse mundo nada original. Até porque, meu suicídio é outro: meu suicídio é social. Não me diga que nunca ouviu isso e aí vir me taxar de louco, não, não caio nessa, eu mesmo retirei esse termo de um outro autor. Ops! Onde foi parar minha originalidade? Ah, que se dane. Um a mais, um a menos. Grande diferença! Mas é complicado, como vou mostrar minha indignação agora, diante desta auto-contradição. Sei lá, nem meu português, meu próprio idioma, eu não acerto hoje. Mas espera um pouco, se o idioma é meu eu digo quando ele está certo e quando ele está errado. Droga. Fico cada vez mais confuso. Enfim, não vamos confundir mais, caro leitor. Aliás, se é que existe leitor. Vamos logo falar de minha morte. Suicídio social, pra quem nunca ouviu... IGNORANTE! Pois é, a maioria das pessoas diz essa palavra sem nem saber direito seu significado. A questão é que eu cansei, estou exausto disso. Viver nesse mundo fútil, fétido não é legal. Vou mesmo é me matar. Tudo programado. Vou morrer por volta de meia-noite, pra poder assistir algum programa do horário nobre. Aí eu permaneço morto, claro. Nem quero velório, nada dessas frescuras. Até porque, minha morte não é eterna, qualquer dia desses eu vivo de novo. É só pra descansar um pouco de toda essa pressão. Não é fácil viver aqui, trancado. Não é fácil viver assim, socialmente insociável. De barriga cheia e insaciável. Mas veremos como fica quando eu voltar. Penso apenas se isso aqui vai ficar trancado enquanto eu estiver fora. Ah! Devo-lhe desculpas. Por favor, me perdoe. Deve estar se perguntando onde eu estou trancado desde o início deste texto e a culpa é minha de não descrever. Pois bem, não é um quarto, uma caixa, um caixão ainda ou mesmo uma prisão, apesar de que o último até que cairia bem. Aqui nada mais é do que minha mente.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
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4 comentários:
massa
Profundoo.. ficou bm escrito... ^^
aee, o garoto leva jeito pra coisa =D
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